era uma pérola mais
que ia passando
de concha em concha
e ao passar
só ficavam
conchas fechadas para não voltar.
um dia, ao de leve, o mar abriu
a boca á sereia da paixão.
e assim nasceu mais um sorriso
que se abre a quem vive em solidão
por cada pérola mais
que encontre o destino
da tua boca
por cada beijo que houver
sentido
o desejo de uma resposta.
que sopre outra vez em turbilhões
e faça estoirar os corações,
e regue os desertos das almas
que bebem dos rios de ilusões
toma de assalto o que resta
dança na ultima festa
voa
quem sabe se há espaço
e te espera um abraço ao chegar. |