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A lenda da Cabração

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Zona: Cabração - Ponte de Lima - Viana do Castelo
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Situada na montanha, mas de terra fértil, Cabração dista cerca de 14 quilómetros da sede do concelho. Toda, ou parte da freguesia, pertenceu ao Mosteiro de Vitorino de Donas.

Teria sido uma quinta de algum nobre godo, o que se colige de uma escritura que as freiras do mosteiro levaram quando foram para o Convento do Salvador de Braga.

Ali se diz que, ”Indo D. Afonso Henriques à caça dos javalis, a esta freguesia, que é na serra de Arga, acompanhado de Nuno Velho, Sancho Nunes, Gonçalo Rodrigues, Lourenço Viegas, Soeiro Mendes (o Gordo), Gonçalo Ramires e outros fidalgos, o abade de Vitorino, D. Fernando, lhes deu aí de jantar, junto à capela de Nossa Senhora de Azevedo, no fim do qual o rei lhe demarcou o couto.”

Cabração é freguesia do arcebispado de Braga.

Antigamente pertencia ao concelho de Ponte de Lima, mas era da comarca de Valença.

Diz-nos Pinto Leal que ” No reinado de D. Sancho I (1187) o seu celleireiro, por estar a capella arruinada, quiz que se lhe pagassem certos direitos, ao que se oppoz a abbadessa D. Sancha, e venceu. Depois foi vigairaria da casa de Penteeiros.

As freiras do convento do Salvador de Braga apresentavam aqui o vigario ad nutum, que tinha - o passal, oito mil réis em dinheiro, 2 alqueires de trigo, 4 cabaços de vinho e a cêra para as missas conventuaes.”

Referia-se ainda à abundância de caça nesta freguesia.

Indicava ainda que em Cabração nascia ”um ribeiro com o seu nome, ao qual também chamavam Cadoura”.

Merecem referência especial nesta freguesia alguns dos seus cruzeiros, os quais simbolizam uma marcada influência do cristianismo nesta localidade.

A história de Santa Maria de Cabração está associada à do Mosteiro de ”Victorinho”, criado, segundo o Padre António Carvalho da Costa, por D. Afonso Henriques. Este mosteiro terá sido extinto pelo rei D. Sancho I.

No memorial feito pelo vigário Rui Fagundes sobre a avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, organizado entre 1545 e 1549, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, Santa Maria da Cabração foi avaliada em trinta mil réis.

 
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