• Torre de Menagem
 

Torre de Menagem
Braga - Braga

A torre de menagem é o que resta do castelo de Braga. Das muralhas, subsistem ainda algumas ruínas, na sua maior parte bastante modificadas.

Esta torre terá sido mandada construir pelo rei D. Fernando, pelo que é igualmente chamada Torre de D. Fernando. Muitas das pedras que a compõem mostram claramente sinais particulares.

A torre de menagem fica no centro histórico de Braga, e é visível da Avenida Central, por detrás da Arcada. É hoje utilizada pela Câmara Municipal de Braga, sobretudo para exposições de pintura e fotografia.



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O Castelo de Braga ergueu-se na cidade de Braga, freguesia de São João do Souto, Concelho e Distrito de Braga, em Portugal.

Cidade com mais de 2.000 anos de história, importante centro administrativo - civil e religioso -, as suas defesas, atravessaram diversas fases construtivas.


Torre de São TiagoO astrónomo e geógrafo grego Claudius Ptolemeu (c. 85 – c. 165), em meados do século II, referiu na sua obra - Geografia (8 v.) -, que a cidade de Bracara Augusta era anterior à dominação romana. A recente pesquisa arqueológica, conduzida pela Universidade do Minho, identificou uma cerca defensiva com planta poligonal, reforçada por torreões de planta semi-circular, que remonta ao século III.

À época das invasões bárbaras, por sua importância e tradição, a cidade foi escolhida como capital do reino dos Suevos, acreditando-se que tenha diminuído de importância quando da sua conquista pelos Visigodos e de seu saque pelos muçulmanos, e mesmo mais tarde, quando conquistada pelas forças cristãs do reino de Leão.

Embora não existam informações seguras sobre a evolução de suas defesas nestes períodos conturbados, sabe-se que, a partir do século XI, uma segunda cerca estava em construção, a sul e a oeste, complementando o troço norte da antiga muralha romana. Sabe-se, ainda, que em 1145, o arcebispo João de Braga garantiu aos cavaleiros da Ordem do Templo uma importante casa na cidade.


O castelo medieval
A partir do século XIII, uma nova fase construtiva se inaugura, com o abandono do troço norte da muralha romana e um crescimento da urbe em torno da Sé-Catedral. Existem poucas informações acerca desta fase, tão somente as de que, sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), iniciou-se uma nova cerca, complementada por uma torre de menagem. As obras progrediram com lentidão e, no reinado de D. Fernando (1367-1383), a nova cerca se mostrou ineficaz, permitindo a invasão da cidade por tropas de Castela na década de 1370. Durante a crise de 1383-1385, Braga, juntamente com outras cidades do norte de Portugal, manteve-se fiel ao partido de Castela. Entretanto, tendo o novo soberano sido aclamado nas Cortes de Coimbra de 1385, a cidade franqueou-lhe as portas. D. João I (1385-1433) também dispensou cuidados a essa defesa, a partir de quando a cerca foi reforçada com novas torres, de planta quadrangular.


Vista de Braga no século XVII
Do século XVI aos nossos dias
A partir do século XVI, entretanto, a perda da sua função defensiva era comprovada pela quantidade de edificações adossadas à cerca, pelo exterior.

Em 1906, o Castelo de Braga foi ingloriamente destruído, restando apenas a Torre de Menagem.

Mais tarde, a Torre de Menagem e alguns troços da muralha medieval foram classificados como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.




Capela da Nossa Senhora da Torre, Braga, Portugal.A partir do século XIII a cerca da cidade passou a apresentar planta aproximadamente circular. A combinação entre a pesquisa arqueológica e a documental permite reconstruir o seu traçado em linhas gerais, embora se desconheça a localização precisa das portas (das quais se tem notícia de, ao menos, quatro) e das torres. A partir da chamada Porta Nova, construção setecentista que substituiu uma das suas primitivas portas, corria a nor-nordeste pelo traçado da Rua dos Biscainhos, balizava pelo norte o então chamado Campo da Vinha, e virando a sueste pelo traçado da Rua dos Capelistas ia entestar com a muralha propriamente do castelo, após o que, volvendo sucessivamente a sudoeste, ao sul, a nordeste e de novo ao norte, passava pelo Campo e Torre de São Tiago, Largo das Carvalheiras e Largo de São Miguel-o-Anjo, para concluir na Porta Nova.

A leste, a torre de menagem, é o principal remanescente do castelo erguido sob o reinado de D. Dinis. De planta quadrada, em estilo gótico, ergue-se a aproximadamente 30 metros de altura, dividida internamente em três pavimentos. No alto, uma janela geminada e matacães nos vértices. No topo uma coroa de ameias. Na torre e no alçado oeste, as pedras-de-armas de D. Dinis.

 
 
 

 

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