• Biografia de: Estêvão Amarante
 

Estêvão Amarante

Uma das verdadeiras lendas da revista à portuguesa, Estêvão Amarante, actor e cantor, foi uma das primeiras e mais populares vedetas criadas pelo género.

Estreante no teatro com apenas doze anos de idade, Amarante reinaria até finais dos anos 20 na revista e manteria até à sua morte, em 1951, uma mais que respeitável carreira no teatro declamado, pontualmente regressando à revista que o havia revelado, mas sem o sucesso que outrora obtivera.

Lisboeta, órfão de pai obrigado a ajudar a sustentar a família pobre, Amarante deu os primeiros passos no palco quando foi preciso uma criança para um papel secundário da peça A Viagem de Suzette, em 1900.

Se durante algum tempo se limita a papéis de miúdo, são esses papéis que lhe criam popularidade junto do público e, em 1906, os muitos êxitos que já criara nos teatros populares levam o empresário Luís Galhardo a convidá-lo para a sua primeira revista, P´rá Frente. Tinha 17 anos e dois anos depois a opereta Viuvalegre é já escrita à sua medida.

Senhor de excelente voz e talento polifacetado de actor, Amarante torna-se rapidamente num caso de popularidade, quer na revista, onde aperfeiçoa os seus dotes de comediante, quer na opereta.

O Fado do Ganga, que cria em 1916 na revista O Novo Mundo, torna-se num êxito de tal maneira triunfal que, no ano seguinte, Amarante arrisca formar companhia própria, e, em 1918, lança a Companhia Satanela-Amarante, de parceria com a vedeta italiana Luísa Satanela (actriz e bailarina), que encena principalmente operetas e peças de vaudeville. Quando a companhia aposta na revista, contudo, o resultado é Água-Pé (1927), que esteve mais de um ano em cena e veio abrir novas portas ao género, no campo dos bailados e figurinos.

Água-Pé terá sido o ponto máximo da carreira do actor/cantor. Daqui para a frente, a estrela de Amarante decai. Passa pelo cinema, pontualmente participa em revistas, mas a sua separação de Luísa Satanela deixa um gosto amargo no público, e decide dedicar-se primordialmente ao teatro dito declamado, ingressando inclusive na Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro instalada no Teatro Nacional D. Maria II.

Regressos mais ou menos tardios à revista limitam-se a explorar o nome de outros tempos, mas sem grande êxito, exceptuando-se o último triunfo em De Fora dos Eixos (1943) onde cria com grande sucesso o Fado do Marialva. Faleceu em 1951 no Porto.

 
 
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