• Biografia de: Simone de Oliveira
 

Simone de Oliveira

As personalidades artísticas não são muito frequentes. Artistas sim, mas personalidades... é outra coisa.

Personalidade nunca faltou a Simone de Oliveira. Um temperamento marcado, inequivocamente, pelo excesso: excesso de talento, de vontade, de querer. Excesso de expressão e de paixão. Dela poderá dizer-se o que de muito poucos se disse: É uma daquelas pessoas maiores do que a vida.

Iniciando bastante nova uma carreira de cantora, fatalmente marcada pelo Centro de Formação dos Artistas da Rádio de Motta Pereira, Simone vai revelar, ainda rapariga, uma intesidade interpretativa que imediatamente a distinguiu das restantes vozes femininas da época.

O seu repertório de cançonetista não fugirá, nesses primeiros anos de carreira, aos estereótipos criativos dos compositores consagrados da época. Desses tempos iniciais guardam-se vivas memórias de prémios e consagrações sucessivos, e de uma mediática rivalidade (tão real quanto encenada) com Madalena Iglésias.

Mas Simone, a inquieta Simone, quererá sempre mais da sua arte. Por sua iniciativa (e pela iniciativa dos que nela viram a intérprete de excepção) vai procurar cada vez melhores compositores e letristas.

Aproximou-se, assim, dos grandes nomes que despontavam, numa clara linha de oposição ao Regime. Com Desfolhada, de Ary dos Santos e Nazareth Fernandes, Simone fará história: história da música popular urbana, é claro. Mas, também, a história das mentalidades.

Como nos arquétipos clássicos, o excesso conduziu à tragédia. Simone fica sem voz. Mas, como a Fénix, renascerá com uma voz nova, mais profunda. Com ela vai partir à conquista de públicos renovados e ganhará desafios só ao alcance dos eleitos.

Marcos principais da carreira:

1957 Entra no Centro de Preparação de Artistas da Rádio.
1958 Primeiros espectáculos. Participa no I Festival da Canção Portuguesa, em Lisboa. Vencerá esta competição nos dois anos seguintes.
1962 Estreia no teatro de revista. Vence o Festival da Canção da Figueira da Foz.
1965 Vence o Grande Prémio RTP da Canção Portuguesa (o "Festival da Canção"), com Sol de Inverno. É eleita Rainha da Rádio.
1969 Volta a vencer o Festival da Canção com a canção mais marcante da sua carreira: Desfolhada, de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes. O tema ficará no imaginário colectivo.
1970 Perde a voz, inddente que se prolongará por cerca de dois anos e virá a marcar profundamente a artista.
1977 Já retomada a sua carreira, participa no espectáculo doJubileu de Isabel II de Inglaterra.
1984 Comemora as bodas de prata da sua carreira com um programa televisivo: Meu Nome é Simone.
1988 Piano Bar, na RTP.
1997 Celebra na Aula Magna os seus 40 anos de carreira.

 
 
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